O PREÇO DA LIBERDADE



A primeira vítima da falta de temperança é a própria liberdade. (Sêneca)

A liberdade tem um custo que vale apena ser pago. O valor da liberdade só é de fato percebido por quem já experimentou viver sem ela. Garanto que tais indivíduos pagariam o preço que fosse para tê-la e jamais perdê-la.

Felizes aqueles que gozam da liberdade de escolha, a liberdade de ir e vir, liberdade para exercer sua fé, de opinar e expressar o que senti. Pessoas que vivem debaixo de um regime ou governo tirânico e totalitário que exercem total ou parcial controle sobre seus bens e suas vidas sabem dizer com propriedade o valor da liberdade individual. Geralmente que perde a liberdade está disposto a pagar o que for para tê-la novamente e aqueles que a têm não sabem valorizá-la. O que estas pessoas não sabem ou sabem, mas não se importam é que, a liberdade é um bem que pode ser perdido. Por isso impõe sobre todos que dela usufruem um preço, um custo, com o qual todos devemos arcar. A liberdade nos custa a responsabilidade, o compromisso de respondermos ou arcarmos com nossas escolhas, com nossas decisões e nossos atos. A vitimização é um suvenir ideológico que nos mantem passivos e domesticados enquanto permanecemos debaixo de controle e do cerceamento da liberdade para viver na dependência de incentivos, programas sociais e subsídios. É esta condição que mantem os governos totalitários e os poderosos ditadores. Se queremos liberdade devemos nos responsabilizar por nossas ações e decisões e parar com esta vitimização que, há muito transformou-se em clichê. A livre iniciativa, a iniciativa privada é uma das maiores expressões de liberdade. A melhor forma de lutar por ela e exercendo-a. O outro custo que a liberdade nos impõe é o de nos mantermos atentos e vigilantes em relação a sua manutenção e as ameaças que visam comprometê-la e destruí-la até. A liberdade requer eterna vigilância. Se na vida em sociedade devemos ter esta postura no que tange a liberdade na vida espiritual ocorre o mesmo. Segundo a Bíblia somos livres em Cristo, isto é, livres do poder e do domínio do pecado. Com tuto devemos vigiar, rejeitar o espírito de autocomiseração e a ideia de vitimização e assumir a responsabilidade por nossas decisões e escolhas. Veja o que diz a Bíblia: Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. (Gl.5.1) Devemos exercer eterna vigilância sobre nossa liberdade, seja no âmbito espiritual, ou da vida em sociedade, na esfera individual, política ou religiosa, não podemos nos curvar ao julgo da dominação, da tirania, seja do pecado, seja das ideologias, ou da tirania de homens e governos déspotas e totalitários. Somos Pela liberdade de ser vir a Deus, a família, ao próximo e a pátria. Assim cremos!

Bispo Roberto Amaral