PARA TIRAR O SUJO, TEM QUE LAVAR PRA VALER


Em uma reunião de cunho administrativo abriu-se uma pauta para tratar de um tema disciplinar. Depois de definida a punição para o faltoso um dos colaboradores tomou a palavra e reafirmando a legitimidade do ato, concluiu, depois de um discurso inflamado: ”se eu errar, também quero ser punido". Não demorou muito tempo este mesmo individuo passou a ser o alvo do conselho disciplinar da organização, havia errado e feio. Agora, no entanto, sob o peso da vergonha e o medo da perda, tenta racionalizar seu erro e a relativizar sua falta. Nós seres humanos somos assim, o rigor da lei é sempre bem aplicado no outro, em nós, via de regra, será sempre injustiça, perseguição ou discriminação. O princípio que assegura que todos somos iguais perante a lei não garante que teremos o mesmo tratamento e o mesmo julgamento. Para que isso aconteça os agentes da lei devem ser firmes, corajosos e coesos. Para que esta premissa prevaleça é inevitável que o predito na figura do texto Bíblico ocorra: “Todo vale será aterrado e nivelado todos os montes.” (Is.40.4) Esta não é uma operação fácil de ser executada, pois certamente causará dor e comoção. Neste momento no Brasil a operação “lava-jato” tem sido encarregada de levar avante esta dura missão. Se queremos um Brasil curado da endêmica praga da corrupção, que vem condenando nosso País a vergonha e ao opróbrio, devemos orar e apoiar aqueles aquém foi confiada esta árdua tarefa. A impunidade no Brasil é um sentimento generalizado e isto se deve não só a omissão, a inércia burocrática, a corrupção ativa e passiva, mas sobre tudo a esperteza daqueles que prevalecem sobre a ingenuidade de um povo carente, indiferente e sempre muito crédulo. Não entre no jogo dos que se consideram vitimados pela justiça, porque a maior vitima neste contexto é povo brasileiro que agoniza nos corredores dos hospitais do sistema publico de saúde, que padece nas filas das instituições públicas em busca de assistência tal como fornecimento de remédio e outros serviços; que se mantem cativa pelo sentimento torturante e avassalador da insegurança e do medo por conta da onda de violência que varre o País. Tudo porque homens maus, corruptos, cínicos e dissimulados se apoderaram das riquezas da nação e saquearam o País condenando sua gente a mingua. Não vamos festejar a desgraça aleia, mas podemos sim nos alegrar com a justiça. Que o ciclo maldito da corrupção seja definitivamente quebrado, que o sentimento de impunidade se desencarne de uma vez por todas da índole desta brava gente brasileira. Viva o Brasil! Salve esta grande nação, nossa pátria sublime!

Bispo Roberto Amaral

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