A VOZ DA JUSTIÇA


Recentes pesquisas relacionadas ao campo político revelam que a mentalidade do povo brasileiro não assimilou ainda que o velho e surrado estilo de vida baseado na premissa de se ter vantagens em tudo está sendo enterrado nos escombros da queda, prisão e condenação daqueles que se esmeraram em pratica-lo e se tornaram ícones, referencias negativas daquilo que condenou o Brasil a fama de país leviano e a ocupar os primeiros lugares no ranking da corrupção. Tutelados por um sistema amoral, adquirimos a ideia que nos leva a pensar que, a popularidade, a ideologia e a intensão justificam o roubo ao erário público, o desvio de recursos para favorecer interesses pessoais e partidários, a lavagem de dinheiro fruto de corrupção e até a formação de quadrilhas, organizadas para sistematizar práticas ilícitas por meio da máquina governamental. Nos bastidores, onde a ignorância e a má-fé andam de mãos dadas, ainda vigora a máxima: “...rouba, mais faz”. O pragmatismo é outra herança deste sistema corrupto e moralmente frouxo. Baseado nesta forma de pensar conclui-se que os resultados justificam as práticas, com base na lei atribuída a Maquiavel que assegura que “os fins justificam os meios”. Firmado nesta forma de pensar até o Diabo pode ser absolvido de seus nefandos atos. O grito do povo não pode calar a voz da justiça. Na pesquisa promovida por Pilatos, Barrabás teve larga vantagem sobre Jesus Cristo, ao final do processo, porém, a posição se inverte e, a justiça prevaleceu. Espero que a voz da justiça seja firme e que o Brasil sepulte de uma vez por todas estas ideias torpes, esta tendência a malandragem que sustentam comportamentos que depõem contra a moral, a justiça e o progresso autêntico e legítimo do nosso querido Brasil.

Bispo Roberto Amaral

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