ANO DO JUBILEU, O ANO DO PERDÃO


Também se teu irmão empobrecer, estando ele contigo, e vender-se a ti, não o farás servir como escravo. Como jornaleiro e peregrino estará contigo; até ao Ano do Jubileu te servirá; então, sairá de tua casa, ele e seus filhos com ele, e tornará à sua família e à possessão de seus pais. (Lv.25.39-41)

Um israelita jamais poderia se tornar um escravo de seu irmão, mas por questões econômicas poderia ser obrigado a oferecer-se para trabalhar para seu credor juntamente com sua família até pagar suas dívidas. Neste caso, independentemente do valor da dívida, esta condição duraria até o ano do Jubileu, caso a dívida não fosse paga antes, porque o ano do Jubileu era o ano do perdão. Neste ano as famílias sujeitas a servidão se tornavam livres e podiam voltar a sua possessão. Em Cristo temos entrado no ano do jubileu. Veja o que Jesus declara evocando a profecia de Isaias: O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. (Lc.4.18,19) “Ano aceitável” é o ano do jubileu porque é o ano do perdão, do cancelamento da dívida. Deus em Cristo nos oferece o perdão dos nossos pecados, da nossa dívida eterna e por conta disso nos exorta a praticarmos, exercermos o perdão em relação àqueles que nos devem também. Neste tempo de graça, neste “ano aceitável” é inconcebível a ideia da falta de perdão. Jesus nos mostra isto em seus ensinos. Quando Pedro quis saber quantas vezes se deve perdoar uma pessoa que nos ofende, Jesus deixou claro que não há limites para a pratica do perdão (Mt.18.21-22) Na parábola do credor incompassivo mostrou-nos que Deus não deixará impune os que tendo se beneficiado do seu perdão, o negar, porém a outro (Mt.18.23-35). Neste ano em que a IMW comemora o seu jubileu, creio, seria muito salutar se pudéssemos aplicar em nossa esfera de vida pessoal os princípios relacionados ao ano do Jubileu observado pelo povo de Israel.

Devemos aqui também considerar um fato importantíssimo relacionado a pratica do perdão no ano do jubileu. O perdão concedido no ano do jubileu se fundamentava no sacrifício oferecido em favor do povo (nação) no dia da expiação. O dia da expiação que ocorria no dia 10 do Sétimo mês (equivalente aos meses de setembro e outubro) era o início do ano do Jubileu. (Lv.23.27) O ano aceitável proposto por Cristo só se tornou possível por causa do seu sacrifício na cruz. O perdão de Deus se fundamenta no sacrifício de seu Filho unigênito. Jesus pagou nossas dívidas, não existe razão para não perdoar o pecador uma vez que este busque o perdão. Se Deus, por causa do sacrifício de Cristo por nós, nos perdoa, como não podemos perdoar a quem nos ofende? Por Cristo nosso Senhor, não há razão para mantermos quem quer que seja prisioneiro no cárcere dos nossos sentimentos e das nossas mágoas. Proclamemos o perdão! é ano de Jubileu.

Bispo Roberto Amaral

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